[Entrevista] Carolina Munhóz – Por um toque de ouro

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Carol, nós OsKharas estamos sem palavras para expressar a alegria de tê-la conosco. Primeiramente, muito obrigado pela presença e atenção.

– Seus fofos! Eu que tenho que agradecer! É um prazer!

Nas redes sociais e internet a fora, sempre ouvimos falar que seu público é de meninas. Certa vez você mesma disse que há muitos homens gostando do seus livros e nós somos uma prova disso. Quem você julga ser seu real público alvo?

– Eu realmente tento não ficar com o rótulo de escritora feminina. Mesmo escrevendo sobre fadas e tendo foco em romances, ainda tento colocar elementos para o público masculino e fico muito feliz quando o encontro nas noites de autógrafos. Meu público é mesmo o jovem adulto.

Leprechauns não são assuntos muito comuns em nossa parte do ocidente. Como jogadores de RPG há anos, jamais vimos nas mesas Leprechauns embora já tenhamos visto todos os outros tipos de criatura. De onde veio a ideia de falar sobre leprechauns e como foi o método de pesquisa?

– Surgiu da frase: depois dizem que é sorte! Aqui em casa ela é frequente e isso me veio quando estava pensando em qual criatura abordar. Pouco tempo depois fui pra Irlanda e tive a certeza de que era sobre Leprechauns que eu escreveria. A pesquisa foi feita lá e claro que também na internet e em livros.

Em “Por um toque de ouro” seus fãs podem perceber uma história um pouco diferente daquelas em seus outros livros. Você acredita que cresceu bastante como autora e isso vêm se refletindo a cada novo lançamento?

– Sem dúvida! Existe uma evolução clara na minha escrita e fico feliz, pois estudo e trabalho muito para que isso aconteça. Quero sempre melhorar e aprender!

Emily O’Connel é uma menina mimada, rica, linda e praticamente perfeita. De onde veio a inspiração para criar uma personagem assim e quais os desafios de desenvolver uma personagem que foge completamente do arquétipo de herói derrotado que ressurge?

– A Emily é o tipo de menina que eu desejava ser na minha adolescência quando sofria bullying. Hoje vejo que eu queria ser exatamente quem o praticava. Aprendi a me aceitar e a enxergar um pouco do lado deles também. Fui ver depois que existe muita pressão e cobranças nos “populares”. Quando percebi que a vida deles também não era perfeita fiquei com vontade de escrever sobre uma personagem assim. É mais complicado, pois as primeiras páginas de um livro fazem o leitor continuar ou não com a leitura, mas resolvi arriscar. É bacana ver agora nas resenhas que eles começam a odiando e depois tomam carinho enxergando que ela também é apenas mais um ser confuso.

Poderia dar uma dica de que outras criaturas fantásticas ainda poderemos ver por ai? Seja junto com Emily ou em outra de suas obras.

– Meus próximos dois anos são focados nos Leprechauns, então vão continuar vendo muito deles.

Entre tantos personagens memoráveis, em Por um toque de ouro, qual deles é a representação da Carolina no papel? Quais características você projetou nesse personagem e que são na verdade suas características marcantes?

– Esse é o livro em que mais me distanciei dos personagens. Não existem tantas características físicas ou psicológicas, mas já fui desiludida como a Emily foi na história e vi um caso muito similar ao que acontece com ela no final na minha família. 

O que podemos e quando podemos esperar a continuação da saga de Emily? Sim estamos todos ansiosos.

– Que bommmm! Terminando a tour de meu novo livro (Sim! Já tem mais chegando) começo a escrita de Por um Toque 2. Deve ser lançado em 2016!

Deixe um recado para todos os seus fãs.

-Muito obrigada por todo carinho! Espero que possam me encontrar no final do arco-íris! Quem quiser falar comigo estou em todas as redes sociais! Beijos feéricos!

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