[Memory Khard] – 007

Quando as pessoas falam de 007 primeiro se lembram das mulheres lindas, carros luxuosos e viagens para vários lugares do mundo. Mas para mim minha primeira lembrança de 007 é com o jogo para Nintendo 64 que é o 007 contra Goldeneye. Muitos de nós que crescemos, jogamos muito em locadoras o jogo seja sozinho ou contra varias pessoas. Com o passar do tempo eu vi que 007 não era apenas por um cara que sempre salvava o mundo em seus filmes, mas sim um estilo de vida com vários fãs que idolatram não só os filmes e os livros também.

007

Tudo isso começou com um cara chamado Ian Fleming. Nascido em 28 de Maio de 1908, Ian Fleming (filho do Major Valentine Fleming, morto em combate durante a 1ª Guerra Mundial), foi criado em um clã matriarcal inglês, que controlava não apenas as carreiras de seus filhos, como suas vidas amorosas. Estudou em colégios tradicionais da Inglaterra, até formar seus estudos em uma Escola Militar. Mais tarde, enfastiado do jargão militar, cursou línguas nas Universidades de Munique e Genebra, com o intuito de ingressar na área diplomática. Tornou-se jornalista, profissão em que rapidamente prosperou: no início dos anos 1930, Ian Fleming já chefiava a sucursal da Reuters em Moscou. Em 1945, assumiu a editoria internacional dos Jornais Kemsley. Sua carreira literária se consolidou na década seguinte. Fleming tinha 45 anos quando escreveu a primeira novela de James Bond: Cassino Royale, concebida nas palavras do autor como um “atenuante para o choque de ter se casado tão tarde” Após ter se separado de sua esposa ele dizia que foi uma terapia para ele criar Bond. Recebido com entusiasmo pela crítica. O Livro narrava o confronto entre o agente secreto 007 – Duplo-0 era o prefixo que concedia “licença” para matar no cumprimento do dever – e o banqueiro Le Chiffre, colaborador da inteligência soviética. Da vivência de Ian Fleming no Serviço Secreto naval – na verdade, restrita à chamada “Sala 39″ do Almirantado (gabinete do Diretor de Inteligência Almirante John Godfrey, que inspirou o personagem “M”), veio o código numérico de James Bond. No início da guerra, o prefixo Duplo-0 era utilizado em sinais e mensagens de cunho secreto, medida posteriormente abandonada por questões de segurança, a fim de tornar o encargo de Bond mais interessante, ele criou a insígnia 007.

IanFleming

Menos excepcional foi à escolha do nome do personagem: Fleming simplesmente tomou-o de empréstimo do observador de pássaros norte-americano James Bond, autor da obra “Birds Of The West Indies”, que decorava sua casa de férias na Jamaica, Goldeneye (propriedade adquirida em 1946, na qual foram escritas quase todas as novelas de 007).  Fleming dizia que: “O nome ia de encontro à minha decisão de tornar Bond verossímil, se repararem bem, é um nome insípido. Poderia ter-lhe dado, um nome pomposo, como Peregrine Carruthers, mas então estaria traindo meu propósito de torna-lo digno de crédito. Quis apenas criar uma personalidade interessante, a quem aconteciam coisas extraordinárias, mas nunca pretendi transformá-lo em um exemplo ou em um monstro.”.

Os romances de Fleming tiveram um efeito regenerador sobre o moral inglês no início dos anos 1950. Quando a Grã-Bretanha tentava reposicionar-se no cenário internacional. A imagem da Inglaterra como nação colonizadora há tempos se deteriorara, mas o país ingressava em uma era neo elizabetana e, sob o comando de Winston Churchill, permitiu-se sonhar com um novo apogeu político. Em uma esfera imaginária, Bond também reabilitou o conceito do Serviço Secreto inglês, arranhado pelo escândalo de espionagem diplomático que durante anos forneceram informações secretíssimas sobre os altos escalões britânicos aos russos. Com o êxito das primeiras novelas, a série James Bond entrou em escala industrial de produção, à razão de um romance por ano. Fleming definia as bases das tramas em Londres e começava a redigi-las no início de suas férias anuais. As páginas datilografadas em Goldeneye, porém, eram “esqueletos” dos livros finalizados: apenas ao regressar a Londres o autor submetia os manuscritos à apreciação de seus auxiliares de pesquisa, conferindo-lhes doses generosas de “fatos e números”. A rotina de trabalho em Goldenyye obedecia a um rígido cronograma.

mira 007

O tamanho sucesso fez com que as adaptações para cinema surgissem e em 1962 sairia para telas do cinema 007 Contra o Satânico Dr.No. Não é fácil ser James Bond, agente de elite do Serviço Secreto Britânico, mas Sean Connery não precisou de muito esforço para encarar esse papel em seis filmes baseados na obra de Ian Fleming. Até hoje, é considerado o melhor intérprete que o agente já teve. A receita para tanto sucesso? Doses equilibradas e inconfundíveis de arrogância, sofisticação e humor. Sean Connery tinha 32 anos e havia acabado de assinar um contrato de seis anos, até 1967, que o obrigava a realizar a quantidade de filmes que fosse possível como 007. Foi assim com o restante de seus filmes que foram Goldfinger, Chantagem Atomica, Só Se Vive Duas Vezes e Os Diamantes São Eternos. Todos os filmes de 007 seguem uma linha de viver uma época. A era Connery, foi a segunda melhor para mim, após assistir a vários filmes de James Bond, voltei no tempo e curti muito o Bond feito por Sean Connery que tinha um pouco do “tom” dos livros e por ainda respirar um pouco sobre ter os soviéticos como inimigos de Bond.

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A era Roger Moore eu a defino como a era “cômica” de 007. O inglês e bem-humorado, estreou como 007 em 1973 com a difícil missão de substituir Sean Connery, o irônico. Para os produtores e a maioria do público, a missão foi bem cumprida, mesmo sendo tachado por alguns fãs como bonzinho demais para o papel. O ator foi quem mais atuou na serie oficial como o agente do Serviço Secreto de Sua Majestade: sete vezes. Por ser o ator que mais vezes interpretou o agente secreto seus filmes às vezes deixavam um pouco a desejar. Depois de ter assistido um 007 com um clima serio e as com tiradas de leve o Bond de Roger Moore não se leva a serio. Tirando somente o primeiro filme 007 Viva E Deixe Morrer que foi sua primeira vez como o agente, os demais filmes deixam um pouco a desejar. Mas para não dizer que sua passagem não foi de toda ruim, tivemos momentos marcantes como o carro submarino em 007 – O Espião Que Me Amava e também um personagem marcante que é Jaws, na cena em que ele corta os cabos do bondinho do Pão de Açúcar, quando Bond vem ao Brasil em 007 contra o Foguete da Morte e por fim uma das melhores musica de abertura que é cantada por Duran Duran em 007 – Na Mira dos Assassinos.

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Timothy Dalton fez muito teatro britânico antes de ser contratado para assumir o papel de James Bond. Quando Sean Connery se recusou a fazer os filmes 007 – À Serviço Secreto De Sua Majestade em 1969 e Com 007 Viva E Deixe Morrer em 1973, Dalton se ofereceu para assumir o papel, mas foi vetado, por ser jovem demais. Sua era é considerado por muitos fãs de 007(inclusive eu) como o ator que trouxe um perfil mais realista ao agente, ao contrário da Era Moore, que muitos fãs reclamaram que o ator estava mais cômico do que sombrio. Talvez, se Dalton tivesse feito mais um filme da série 007, sua carreira no cinema teria seguido um rumo melhor.  Seus dois filmes 007 – Marcado Para A Morte e 007 – Permissão Para Matar mostram com mais violência e a forma de agir do agente que é bem vista nos livros. Se Dalton tivesse mais sorte poderia ter sido um dos melhores atores a interpretar o papel, mas seu contrato inspirou e ele não teve tempo de fazes mais dois filmes que lhe poderiam render uma visão melhor na mídia como ator.

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Em 1995, Pierce Brosnan é o quinto ator a interpretar James Bond. A primeira ligação de Pierce Brosnan com James Bond aconteceu em 1981 através de sua primeira mulher, a atriz Cassandra Harris. Aos 28 anos, durante as gravações do filme 007 – Somente Para Seus Olhos, em 1981 estrelado até então por Roger Moore, o ator foi visitar sua mulher nas filmagens. Ao vê‐lo no Set, o produtor teria gostado muito de Brosnan: “Se este cara souber atuar, ele é meu próximo Bond”. Com a aposentadoria de Roger Moore em 1986, Pierce Brosnan foi novamente convidado para interpretar o agente secreto, mas os produtores de “Remington Steele” que ainda o tinham sob contrato, resolveram fazer mais uma temporada da série na TV impedindo que ele aceitasse o papel, que acabou ficando a cargo do galês Timothy Dalton.

Porém, em 1994 depois de um intervalo de quase seis anos na produção de filmes de James Bond devido a batalhas judiciais sobre a propriedade da franquia, Timothy Dalton desistiu do papel abrindo então o caminho para que Brosnan assumisse o papel em 007 Contra Goldeneye, o filme que ressuscitaria tanto para o público quanto para a crítica, a famosa série. Meu primeiro filme de James Bond que assisti foi Goldeneye, assisti umas 10 vezes quando era criança e jogava muito o jogo para Nintendo 64. Brosnan fez quatro filmes sendo que três deles são excelentes filmes com a exceção do quarto filme 007 – Um Novo Dia Para Morrer foi usado com muito exagero o uso de efeitos especiais e de tecnologia deixando um pouco de lado aquele trabalho físico que é uma característica de todos os filmes da franquia. E tem outra coisa que me chateia muito nesse filme que é a musica cantada pela Madonna.

Pierce Brosnan

Notou que eu mencionei Brosnan como o quinto ator a interpretar James Bond. Pois é de todos esses atores ai mencionados eu deixei para falar de um ator em especifico estou falando de George Lazemby.

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Lazenby foi o segundo ator a interpretar o agente secreto James Bond em seu único filme, 007 – À Serviço Secreto De Sua Majestade. Controvérsia: esta é a palavra que melhor define a escolha de George Lazenby para estrelar 007 – À Serviço Secreto De Sua Majestade. Alguns consideram sua atuação magnífica e um dos melhores filmes da série, outros rejeitam totalmente o ator como James Bond, alegando que ele humanizou demais o personagem, famoso por sua frieza, impiedade e estreita relação com as mulheres. O fato é que George Lazenby interpretou o agente uma única vez, em 1969, substituindo Sean Connery. Antes de iniciar a carreira de modelo que o consagrou, o ator passou maus bocados na capital inglesa. Segundo ele, o quarto do hotel em que ele se hospedou antes de começar a trabalhar como vendedor de carros era tão pequeno que “ele tinha de se vestir no corredor”.

Foi quando o agente secreto cruzou seu caminho por puro acaso. Por meio de um amigo, conheceu a produtora Maggie Abbot, exatamente no mesmo período em que Sean Connery deixava a série. Assim que o viu, ela visualizou-o como o novo James Bond, e insistiu para que fizesse um teste, dando-lhe todas as coordenadas. George Lazenby, um fã inveterado de 007, aceitou a sugestão. Cortou o cabelo, vestiu-se adequadamente e adentrou o estúdio de filmagens procurando o produtor Harry Saltzman: “Ouvi dizer que vocês estão procurando um novo James Bond”, foram suas primeiras palavras. Essa petulância lhe rendeu um teste entre os 400 candidatos que estavam sendo avaliados. Com apenas 29 anos, foi escolhido pelos produtores, que ficaram impressionados com sua atuação. Isso fez com que fizesse o filme mais fiel aos livros de Ian Fleming e eu o considero o terceiro melhor filme da franquia.

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Deixei para falar do final da melhor coisa que tem em todos os filmes da franquia que são as Bond Girls. Com beleza e atitude essas atrizes dão o tom de sensualidade em todos os filmes e que todos os fãs de 007 usam as “cantadas bonds” para conseguir mulheres desse porte. Garanto que não da certo, mas tem gente que diz que consegue enfim…

Falta um ator para mencionarmos e ele será falado em uma slot 2 muito especial aguardem.

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