[Memory Khard] – A magia do Mangá

[Memory Khard] – A magia do Mangá

Quando vamos para a escola além de estudar, comer merenda e às vezes cabular algumas aulas. Eu despertei um desejo sobre a leitura. Comecei lendo livros de literatura estrangeira e Harry Potter e a Pedra Filosofal e Senhor dos Anéis a Sociedade do Anel, foram os dois primeiros livros que eu li. Mas não ficava somente nesse tipo de leitura me lembro de quando estava ainda na escola passava na banca de jornal da esquina que eu tinha conta até e comprava mangás. Tenho até hoje coleções completas que guardo com um grande carinho e que um dia eu possa passar para outras pessoas e as mostre uma fantasia e universos incríveis, mas pera aí você sabe o que é o mangá?
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O mangá é a palavra usada para designar história em quadrinhos no estilo japonês. No Japão, o termo designa quaisquer histórias em quadrinhos. É muito difícil imaginar o Japão atual sem mangá. Afinal, as histórias em quadrinhos japonesas são consumidas à exaustão toda semana. Não apenas por crianças e pré-adolescentes como de se esperar, mas também é consumido por universitários, executivos a caminho do trabalho, donas de casa e até mesmo idosos. O mangá está literalmente em todo lugar e metade do papel utilizado no Japão é destinado à impressão dessa que é atualmente uma das mais populares formas de comunicação do mundo.  A palavra mangá significa rabiscos descompromissados, ou ainda imagens involuntárias, expressão que reflete muito bem o caráter gráfico de formas sintéticas, caracterizadas e muitas vezes espontâneas. Entretanto, a historia do mangá começa lá atrás. No século XII existia um tipo de gravura chamada emaki-dono, que consistia em uma única gravura de aproximadamente dez metros de comprimento em rolo que apresentava uma narrativa com o desenrolar do pergaminho, sendo ele uma das mais antigas formas de narrativa visual no mundo. No período da segunda guerra mundial, o mangá sofre uma crise. Sua produção é praticamente extinta, uma vez que os militaristas julgavam ter de desviar todos os recursos econômicos utilizados na publicação dos mangás para outras áreas mais importantes para a economia japonesa. A quase totalidade da indústria gráfica estava voltada para o esforço de guerra. Nem ao menos às crianças era permitida a leitura de mangá. Os únicos mangás permitidos a serem publicados eram aqueles que faziam propaganda militar, todos os outros não eram permitidos devido ao forte controle de censura do governo. Depois de tempos conturbados surgia um homem chamado Osamu Tezuka, o deus do mangá. Um dos desenhistas que trabalhou sozinho e recriou o estilo de mangá até então, dando inicio a era moderna do mangá, a partir da década de 60. Tezuka tem títulos inegáveis e conhecidos aqui no Brasil, como Astro Boy, Kimba, o Leão Branco e A Princesa e o Cavaleiro que ajudaram a dar a cara do mangá como hoje é conhecido.
Como o mangá chega ao Brasil? Na minha opinião eles chegaram aqui em nosso país graças a várias séries de animê passaram na televisão brasileira, firmando o gosto do público infantil pela linguagem do mangá. A única grande dificuldade que os leitores teriam de enfrentar era o fato de um mangá, assim como toda publicação e textos japoneses, se ler da direita para a esquerda, ao contrário do nosso sentido de leitura tradicional da esquerda para a direita. Para solucionar esse problema, até hoje as editoras colocam na primeira ou última página do mangá uma explicação sobre como se deve ler.
Vou falar de três mangás que eu considero os meus favoritos e que estão na minha estante.
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  • Rurouni Kenshin – Samurai X
Criada por Nobuhiro Watsuki, o mangá se passa nos primeiros anos da Era Meiji no Japão, conta a historia de Kenshin Himura um espadachim que prometeu nunca mais usar a sua espada para morte. Dez anos depois de vagar como andarilho, Kenshin chega ao Dojo Kamiya e encontra a jovem Kaouru Kamiya instrutora do estilo de luta Kamiya Kashin que prega a espada para a vida. Falando de samurais e se passando na época do Japão medieval. Rurouni Kenshin me fez apaixonar por esse mundo e a vontade de ser um andarilho e derrotar meus inimigos. O mangá tem 54 volumes e três filmes que são extremamente fieis ao sua obra.
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  • One Piece
Junto com Samurai X comecei a colecionar One Piece. Criada por Eiichiro Oda que foi assistente de Nobuhiro Watsuki. Na época que os piratas reinavam e comandavam o mundo. O jovem Monkey D. Luffy tem o sonho de se tornar o Rei dos Piratas. O mangá ainda está na ativa junto com o animê e tem sagas excelentes. Indico a saga de Alabasta que tem um arco de historia fechado.
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3 – Shingeki no Kyojin – Ataque dos Titãs
Fazia um tempo que não lia um mangá interessante eis que surge Shingeki no Kyojin. Dono desta obra prima Hajime Isayama mostra em forma de desenho um mundo pós-apocalíptico, com fantasia e muito sangue. A história ocorre num mundo onde a população humana vive dentro de cidades cercadas por enormes muros construídos como defesa para o súbito aparecimento dos Titãs, criaturas humanoides gigantescas que devoram humanos sem motivo aparente. O foco inicial é Eren Yaeger, sua irmã adotiva, Mikasa Ackerman, e seu amigo de infância, Armin Arlert, que se tornam militares para combater os Titãs após terem sua cidade destruída e a mãe de Eren ser morta. Indico a todos a lerem ou assistir a primeira temporada em animê. Não vão se arrepender.
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Não são somente os japoneses fazem mangás. Mas nós brasileiros também temos trabalhos excelentes, mas o problema principal é a questão de alguém comprar a sua ideia. É muito difícil você conseguir uma editora que banque o seu trabalho e que esteja nas bancas de jornal para ser vendido. Por isso que nos eventos de animê existem as feiras de mangás independentes e lá se vende os trabalhos de cada criador para o seu fã.  Existem casos de mangás independentes que se feito bons trabalhos de divulgação, tendo uma boa historia e que nessa historia prenda aquela pessoa e ela se torne um fã.
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Vou falar sobre Magic Ystin*. Um mangá independente criado por Laio Yuni em 2007, ainda em rabiscos feitos em seu story board, Laio conseguiu realizar seu sonho três anos depois lançando o primeiro volume de Magic Ystin. A historia do mangá se passa em dois mundos o nosso e outro mundo chamado Genza. Em Genza encontramos o jovem Kauk Shun que herdou o poder de Gorog em seus dois braços, quando criança foi exilado de sua família para que futuramente com grande poder, pudesse trazer a ‘Nova Era’ para seu mundo.
 
Esse é o mundo do mangá. Um mundo aonde pode-se colocar nossos sonhos e fantasias em preto e branco e assim conquistar fãs em todo mundo.

*Se quiser conhecer conhecer mais sobre a obra de Yuni, o magá Magic Ystin
Acesse o blog: www.magicystin.blogspot.com
ou sua página no FaceBook: www.facebook.com/magicystin

David

About David

Sou apenas um Khara que busca seus objetivos com o tempo.