[Memory Khard] Clássicos: Batman Ano Um

Este Memory Khard está diferente dos demais. Minha cabeça está a mil, com muitos pontos se ligando e a cabeça explodindo em vários elementos que se juntam e criam uma fórmula perfeita. Sou fã de grandes histórias. Sempre que posso, compro as edições definitivas de grandes clássicos de HQS que fizeram sucesso e, para não dizer que sou um cara 100% DCnauta, também existem grandes historias criadas pela Marvel. Mas quando se trata de um personangem, que vive nas trevas, possuí um código de conduta semelhante aos dos samurais do Japão medieval e que recebe a alcunha de “Cavaleiro das Trevas”. Não tem como o Batman ser o meu herói favorito de todos. Neste Memory Khard vou falar sobre “BATMAN ANO UM”.

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Em 1986 a DC decidiu que seus heróis, com quase meio século de vida estavam ficando datados. Ninguém mais queria ver o Superman, salvando gatinhos, ajudando velhinhas a atravessar a rua, ninguém aguentava mais que Mulher Maravilha, um ícone que se tornou, ficar na mesmice. Então foram escolhidos artistas com ideias claras e fortes para atualizar esses personagens, mas e o terceiro? Como iriam redesenhar um Batman diferente do criado por Bob Kane e Bill Finger em 1939? A santíssima trindade da DC precisava de reformas. Os editores da DC então decidiram que a origem de Batman não seria alterada, mas que seria refinada. O deixando mais complexo, abraçando as trevas e colocando o num contexto muito mais amplo. Quem então iria assumir essa responsabilidade? Coube a Frank Miller essa misão
Miller era conhecido à época como o melhor escritor/artista a ingressar nos quadrinhos. De fato, alguns dizem que ele era o melhor de todos (para mim ele e Alan Moore estão em igualdade). Na Marvel Comics, Frank Miller recriou um herói de categoria baixa que era o Demolidor, fazendo a famosa Queda de Murdock e estabelecendo um padrão que o herói precisava ter. Nesse período Miller estava em parceria com outros grandes, para a produção de ‘Batman: O Cavaleiro das Trevas’, que retratava um Batman idoso, arrancado da aposentadoria e colocando em ordem uma sociedade através da sua violência e o grau mínimo de paciência. Com tantos acúmulos ele deixou o papel de artista de lado e ficou apenas na função de escritor. Trazendo consigo a parceria de David Mazzucchelli que foi o artista da Queda de Murdock e assim juntos fazerem Batman ano Um.

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Recém-chegado à cidade de Gotham, o tenente James Gordon a define como um inferno. Sua esposa junto dele, mas ele tinha o receio de que ela ficasse gravida e que fosse criar uma família no inferno que é a cidade de Gotham. Em pouco tempo Gordon descobre como funciona o sistema de policia da cidade que é praticamente toda corrupta, envolvida em vários “esquemas” com bandidos. Neste lugar ele era o “Paladino de Armadura Brilhante” que vai tentar colocar a cidade nos eixos, pelo bem de sua família. Ao mesmo tempo retorna de viagem o milionário Bruce Wayne. Bruce volta com uma missão que é dar aos seres malditos de Gotham a dor que ele teve ao perder os seus pais em um assassinato. Enquanto Bruce se prepara, Gordon por ser um policial honesto, sofre com uma policia corrupta e por se meter onde não deve se meter. A vida dos dois seguem em paralelo com um único objetivo: Limpar Gotham City dos bandidos, através de um caminho de honestidade. Gordon usando os seus meios policias para colocar certas pessoas presas e Bruce, conhecendo o lado sombrio da cidade, para esperar o momento certo de agir.

Ao ser atacado por bandidos. Bruce enfim decide agir e se tornar o medo das pessoas ao vestir a roupa do morcego se tornando Batman, seus atos começam a chamar a atenção da policia de Gotham que estavam preocupadas com uma possível ameaça que ali surgia. No primeiro encontro entre Gordon e Batman, o tenente vê ali alguém que faça o serviço sujo e que destrua corrupto e maldoso de Gotham. Batman então consegue ver na policia de Gotham que Gordon não é um policial corrupto e sim alguém que através de seus meios, segue o mesmo ideal. Com as ações dos dois, Gotham começa a se ter uma luz no fim do túnel !

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Comecei a ler “Batman Ano Um” e vi muitas referências à trilogia “Dark Knight”, de Christopher Nolan. Nolan pode não ser um cara que gosta de quadrinhos, mas os seus filmes têm bastante fã servisse de “Batman Ano Um”, principalmente o primeiro e o segundo filme que são os mais pés no chão. O universo é bem semelhante, mostrando as ruas de Gotham e a necessidade que a cidade tem do Batman. Miller faz nessa HQ uma citação a Superman. Muitos críticos de cinema e quadrinhos, dizem que o Superman não cabe no universo do Batman feito por Nolan. Eu tinha minhas duvidas, mas ao ler Ano Um tenho certeza que daria para encaixar. Superman não aparece, mas sua citação é sutil e contextualiza ao universo. Não sei se os produtores não tiveram coragem de colocar em cena. Até tentaram com o Homem de Aço, mas infelizmente não deu certo na sua continuidade.

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“Batman Ano” um é isso. Uma recriação da origem do Batman e contada magistralmente pelo mestre Frank Miller. Corram atrás da revista na internet ou em edição definitiva, pois vale muito a pena ler.

Texto David Ferreira
Revisão J. A. Zacharski

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