[Memory Khard] – Dunkirk | Crítica

Christopher Nolan mais uma vez ousando em outro gênero de filme
29/07/2017 -  DAVID FERREIRA

Para quem não sabe o contexto histórico vou fazer um resumo:

“Dunquerque (Dunkerque, em francês) é uma cidade portuária na França, na fronteira com a Bélgica. Ela foi palco da célebre Batalha de Dunquerque, em maio de 1940, no começo da Segunda Guerra. No dia primeiro de setembro de 1939, a Alemanha invadiu a Polônia no que é considerado a data inicial da segunda guerra mundial. No dia 15 de maio os países baixos se renderam e o exercito alemão começou uma manobra de ganho para cercar os principais exércitos. No dia 20 de maio, 400 mil tropas seriam encurraladas. O cerco foi apertando mais, até que no dia 24 de maio sitiados na cidade costeira de Dunquerque em busca de ajuda de tropas aliadas. No dia 26 de Maio, Winstom Churchill, deu a ordem para começar a Operação Dínamo, com um grande numero da navios da marinha britânica, mais de 600 navios, muitos deles conduzidos por civis para auxiliar o resgate de todos os soldados”.

Nolan, mais uma vez chega aos cinemas, apresentando o seu lado de uma batalha, que aconteceu na segunda guerra mundial. Muitas pessoas duvidaram sobre o filme, dizendo que como ele iria colocar cenas de morte sem mostrar sangue, mutilação em um filme com a faixa etária PG 13. Não tivemos esses requisitos para um bom filme de guerra, mas ganhamos no quesito agonia, apreensão e um suspense do que iria acontecer. O filme tem três arcos narrativos que são: Os civis pegando seus barcos e indo em direção a Dunquerque, um grupo de soldados que querem escapar da praia e o outro são os pilotos britânicos que estão ali para tentar abater os aviões inimigos. No núcleo civil, começa um confronto entre um soldado que é resgatado, mas não quer voltar e acaba com um fim bem ruim e constrangedor. Os soldados que estão na costa, tentam de todas as formas fugir, usando feridos para levar para o barco, quando chegam em um barco e parece que está tudo bem, vem um torpedo que afunda o navio. Eles passam por muita coisa até conseguir se salvar. O núcleo dos pilotos, eles precisam abater todos os aviões inimigos que sempre estão jogando bombas para afundar os navios que chegam e acabando com quem está na praia. Como a estratégia alemã era de cercar os soldados, a coisa a ser feita era ficar vigiando qualquer indicio de fuga e acabar com ela. Até que chegue no momento em que eles vão vir e matar todos.

As cenas aéreas são espetaculares. Aviões Spitfires, tentando ajudar as embarcações, travando batalhas no ar até que um dos aviões pilotados por Tom Hardy é danificado e ele precisa fazer os cálculos na mão de quanto ele tem de combustível para concluir sua missão. Para mim é a melhor parte do filme.

Trilha sonora dispensa comentários porque Hans Zimmer e Nolan são o casamento perfeito de um excelente filme e foi isso que eles nos entregaram.

Muita gente criticou que precisava ter mais afeição aos personagens, mas o que Nolan nos mostrou foi um evento que na qual a Segunda Guerra e tudo que se passava ali era o personagem principal. Você não precisa ter carinho pelo personagem ali a não ser que tenha se criado um drama em cima que não é necessário. Esses enredos de filme baseados em fatos que aconteceram tem que se tomar muito cuidado com o que colocar para que não aconteça isso.

Nolan está de parabéns e por já ter feito vários filmes de gêneros diferentes. Falta você dirigir um 007 para que eu me sinta completamente realizado.

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