[Memory Khard] – Japão: Mito de criação

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Assim como um enredo de Tokusatsu ou de um anime o Japão foi criado dessa maneira.

Como tudo, ha uma criação. Conta a lenda que, antes de tudo, havia um céu muito azul salpicado de nuvens brancas onde viviam os deuses. Estes pareciam homens, embora fossem mais poderosos, maiores, mais fortes, mais ligeiros e mais belos. Se movimentavam como pássaros, voando sem necessidade de colocar os pés no chão. Num dia qualquer os deuses tomaram a decisão de criar o mundo confiando a tarefa de cuidar desse mundo a dois jovens deuses: Izanagi e Izanami. Os deuses o deram uma missão. “Casem-se e seus descendentes serão os mais belos de todas as criaturas do universo”.  Como no mito de criação, mas sem levar muito ao pé da letra, há fatos de que o arquipélago japonês tenha sido “criado”, ou seja, para muitos pesquisadores, a origem das terras japonesas estaria na separação do continente asiático e poderíamos considerar que os filhos de Izanami e Izanagi sejam os primeiros habitantes das ilhas.

Uma das melhores passagens do Japão é a era medieval mais precisamente os três imperadores que são: Oda Nobunaga, Toyotomi Hideoshi e o meu favorito que é Ieyasu Tokugawa.

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O período Nobunaga foi um período de expansão de territórios, Nobunaga veio de uma família proprietária de terras, embora não fosse das mais, importantes. Começou derrotando os seus vizinhos e ganhou o respeito de seus adversários. Sua principal vitória foi ao vencer, com 3 mil homens durante um ataque surpresa em um desfiladeiro, um oponente que lutava com 25 mil. Nobunaga voltou-se também para assuntos civis: reparou pontes e estradas, construiu um castelo e tinha uma boa relação política com comerciantes e com os ocidentais, especialmente os espanhóis e portugueses.

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Reunir as províncias e tomar as rédeas do país. Esse era o trabalho de Hideoshi Toyotomi, para tanto empreendeu lutas continuas contra os desafetos, fez valer seu grande poder militarista que tinha por ser um grande comandante e ao final de apenas um ano, tinha pelo menos trinta províncias em seu controle. Para a história japonesa Toyotomi é uma figura peculiar. Diferente de todos os outros nomes que não tinham ascendido ao poder, o dele não fazia parte do círculo da aristocracia das famílias nobres. Vindo de uma família de camponeses, serviu o primeiro imperador como m samurai e se destacando por ser um guerreiro hábil e leal.

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Agora vou falar do meu período favorito que foi de inspiração para muitas coisas como: Animes, mangas, filmes e peças. Me refiro ao período Tokugawa que até hoje nos dias atuais, é considerado por muitos o maior estrategista japonês por ter conseguido terminar o processo iniciado pelos seus antecessores e, partir daí, proporcionar condições para que o Japão passasse por três séculos de paz interna. Tokugawa, além de guerreiro, era também um administrador com visão de estadista. Sua visão politica previa não só a unificação de todas as províncias, mas a de união de todo o país. O mangá Rurouni Kenshin (Samurai X), é passado todo na época em que estava acontecendo a transição do império Tokugawa, para uma nova era chamada de Meiji. Na trama do mangá, Kenshin é um dos responsáveis por ser um dos samurais a conseguir passar o Japão para uma nova era. Kenshin que também é baseado em um samurai que existiu e se chama Kawakami Gensai que era um assassino a sangue frio e ficou famoso por matar um membro da família imperial a luz do dia, usando sua técnica que é a que Kenshin usa no mangá e anime.

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Não posso falar da história do japão sem falar deles, os samurais. A vida dos samurais se resumia a manter a sua vida vivendo à custa dos ganhos recebidos e a espera de qualquer requisição de seus serviços, vagando pelo país sem um destino fixo. O que eu achava mais legal dos samurais era o seu código de conduta chamado de Bushido, de todos os samurais que existiram nenhum foi mais famoso que Miyamoto Musashi. Musashi viveu na era de Tokugawa e foi um dos heróis nacionais do Japão. Vivendo num período histórico de transição, em que os tradicionais métodos dos samurais eram aos poucos substituídos por armas de fogo (ainda primitivas), ele simbolizou o auge do bushido (caminho do guerreiro), no qual um homem com uma espada na mão representava o máximo da realização individual. Vários espadachins percorriam o país, alguns simplesmente procurando um adversário famoso como forma de promoção, outros realmente buscando aperfeiçoar sua técnica. Musashi era um destes aventureiros. Como narra na introdução de O Livro dos Cinco Anéis, nunca foi derrotado em combate, apesar de ter enfrentado mais de sessenta oponentes, algumas vezes mais de um simultaneamente. Indico para vocês o livro de Musashi, escrito Eiji Yoshikawa que mistura um pouco de ficção e também a história real desse grande samurai e digo desde já que a melhor parte do livro.

 

Bem, essa é um pouco da história desse país que se eu não fosse brasileiro gostaria de ter nascido. O que mais me impressiona neles é a sua educação que serve de exemplo para vários outros países. “Nunca desistir e seguir em frente. ” Essa é uma frase que define muito bem esse povo que para nos deu tanta alegria com as series que assistíamos quando criança, mas também de um povo que se fechou para o mundo e cresceu culturalmente, fazendo com que os outros países o admirem tanto.

David

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