[Memory Khard] – O que forma um herói?

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[Memory Khard] – O que forma um herói?

Qual é o significado da palavra herói?

Na teoria, Herói é aquele que reúne atributos necessários para superar de forma excepcional um determinado problema de dimensão épica.

Na mitologia grega temos Hercules, filho de Zeus com a mortal Alcmena. Hercules ficou conhecido por seus doze trabalhos que na qual teve que fazer para se redimir do que tinha feito.

Temos também Martin Luther King que lutou por direitos iguais aos negros numa época em que o racismo era bem explicito, ficou conhecido pelo seu grande discurso chamado “I Have a Dream” (Eu tenho um Sonho), que ficou marcado pela sua coragem ao realiza-lo.

Nelson Mandela que lutou contra o regime do sistema do apartheid no seu país, mesmo preso conseguia enviar cartas para organizar e incentivar a luta pelo fim da segregação do país e por fim quando foi solto se tornou o primeiro presidente negro do país.

A inspiração heroica surge muitas vezes a partir da problemática imposta por um ambiente ou situação adversa, cuja solução exija um feito grandioso ou um esforço extraordinário. A França dominada pela Inglaterra, por exemplo, fez surgir uma Joana d’Arc. A inspiração heroica surge também de uma necessidade nata de aceitar um desafio que pareça atraente. É o caso de Teseu, personagem da mitologia grega, cujos atos heroicos foram inspirados pelo desejo de ser tão conhecido e admirado quanto seu ídolo Hércules.

Outra versão de herói que temos nos jogos de tabuleiro são os Paladinos. A compaixão na busca pelo bem, a vontade de defender a lei e o poder de derrotar o mal – essas são as três armas do paladino. Poucos indivíduos têm a pureza e a devoção necessária para seguir o caminho dos paladinos, mas esses são recompensados com o poder para proteger, curar e destruir o mal. Em um mundo cheio de magos conspiradores, sacerdotes profanos, dragões sanguinários e demônios infernais, o paladino é a última esperança, que não pode ser extinta. Eles encaram suas aventuras seriamente e costumam chamá-las de missões. Mesmo a missão mais trivial é, no coração de um paladino, um teste pessoal – a oportunidade de demonstrar bravura, desenvolver o bem. Ainda assim, eles se sentem genuinamente realizados quando lideram campanhas contra o mal em vez de explorar ruínas antigas.

É muito difícil difícil hoje em dia determinarmos quem são nossos heróis. Claro que aqueles que salvam vidas todos os dias podem ser considerados, mas o respeito por essas pessoas está se perdendo. Bem, no nosso dia a dia nossos amigos podem ser também, basta fazermos algo que pode ser simples, mas para eles pode salvar a vida dele naquele momento.

Hoje eu irei listar alguns heróis que fazem parte da minha vida e que além de tudo tenho respeito e admiração.

Batman

O objetivo dos Super-heróis nas historias em quadrinhos é, geralmente, a defesa do bem, da paz, o combate ao crime, tomando para si a responsabilidade de ser protagonista na luta do bem contra o mal. Batman é o meu herói em historias em quadrinhos favorito porque diferente dos outros, ele não possui nenhum poder sobre-humano, usando apenas o intelecto, habilidades investigatórias, tecnologia e um físico bem preparado em sua guerra contra o crime.  Para alguns ele pode ser considerado um anti-herói por causa da escuridão de suas historias, mas isso não tem nada a ver, Batman, desprovido de superpoderes, passional e impulsivo, dispondo-se a arriscar tudo e todos. Otimista até o último momento subestima o verdadeiro inimigo, desafiando-o sempre de peito aberto. Indico a todos lerem a minissérie Batman: o cavaleiro das trevas de Frank Miller.

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Também no mundo dos quadrinhos, mas, nos mangás japoneses eu cito Kenshin Himura. Já falado em resenhas anteriores, o mangá Samurai X representa a minha entrada no mundo da literatura japonesa. A historia de Kenshin que teve seus pais mortos foi forjado para ser um assassino e usou a sua espada para o começo da nova era no Japão, que é a era Meiji. Kenshin tem sua importância por mostrar a todos que apesar de ter sido o que foi em seu passado ele não só conseguiu fazer historia em seu país e sim dar volta por cima em sua vida, fazendo ações que o redimem de um passado que na qual os fantasmas o assombravam.

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Essa pessoa agora ela esteve aqui em vida, mas está agora em outra dimensão guiando em alta velocidade. Falo de Ayrton Senna. Sou de 1988 o ano do primeiro titulo de Senna na Formula 1. Poucas coisas de minha infância eu consigo me lembrar, e algumas delas são sobre Senna. A vitória em 1993, em Interlagos na qual ele está nos braços do povo, outra é a morte dele em 1994 em Imola. Eu não tinha noção do que é perder alguém tão querido quando foi aquele momento de saber que ele não estava entre nós. Anos depois mais velho eu procurei saber mais sobre sua historia e seus feitos. Assim como todos os seres humanos ele também tinha defeitos, mas o que me deixava mais orgulhoso era de como era determinado, de que fazia de tudo para conquistar seus objetivos e assim para mim seu feito mais histórico é a vitória de 1991 com uma marcha de seu carro. Aquela vitória é marcante pelo motivo dele se sacrificar por seus objetivos. Ele deixou tudo ali, não conseguia sair do carro por causa das dores e no pódio não conseguia levantar o troféu, mas ele lutou tanto por aquele momento que mesmo assim ele conseguiu.

Devem se perguntar se eu não falarei de família. Deixo com vocês essa pequena historia.

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“A família Pacheco era formada por Manuel que era feirante e trabalhava no cais do porto, Marieta que era dona de casa e seus cinco filhos: Esmeralda, Ondina, João, Francisco e Carlos. Ondina era minha avó e Esmeralda que era a irmã mais velha eu a considerava como tia. Toda a família foi criada no morro do São Carlos, que naquela época não se compara com os dias de hoje e não há a violência dos tempos de hoje. Quando houve o anuncio de alistamento, os três irmãos combinaram de irem juntos para a guerra e servir o pais só que, alguns fatos aconteceram. Carlos arranjou um emprego em Natal e viajou para lá, Francisco conseguiu o dinheiro que queria e montou um açougue perto da casa da família. Coube a João ir sozinho para o alistamento, se tornando um Pracinha e viajando para a Itália.  O combinado de irem os três foi deixado para atrás e foi somente um mesmo. E o fato que mais preocupava era família era no dia que ambos escutavam a Voz do Brasil, que passava o boletim dos mortos em combate, quando se chegava na letra J era a tensão total. Até que um dia quando estavam todos reunidos se ouviu o João Pacheco. Nesse momento todos ficaram desesperados e começavam a chorar. Ainda se conformando com fato ocorrido, minha avó foi comprar o Jornal do Brasil e quando olharam a lista que também vinha no jornal se percebeu que o nome era de outro João porque o nome completo dele era João Pacheco Neto e o que estava lá era João Pacheco da Silva. Quando se ouviu o nome da radio, todos não prestaram a atenção de escutar tudo daí a confusão. Para alegria de todos, João voltou para casa e recomeçou a sua vida, ele era desenhista de sapatos e com dinheiro que tinha juntado, fez sua própria sapataria na Rua Haddock Lobo na Tijuca. João faleceu em 92 deixando duas filhas, uma neta e muitas lembranças de guerra que estão marcadas em fotos. Cresci escutando essas historias sempre de minha tia Esmeralda e ficava feliz de saber que eu tive um parente que foi para guerra voltou vivo.” Contei essa historia ao escritor Eduardo Sphor e humildemente ele me respondeu. Segue um trecho abaixo de sua resposta.

“Olá, David. 

Para começar, eu é que agradeço por me enviar este email e por me contar essa história tão apaixonante. Parabéns pela família. Muito legal escutar o seu depoimento. A vida do sr. João Pacheco daria um filme, ou um livro hehehe. Quem sabe um dia vc não escreve?” 

Essa é a historia da minha família e apesar de não ter esse sobrenome me orgulho muito de ter tido um parente guerreiro.

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E por fim devo falar de minha avó. Ela não foi um soldado, mas viveu uma batalha muito grande durante a vida. Se sacrificando para dar educação aos seus filhos ela passou por muitas coisas e no fim ainda teve tempo de me educar. Ela mesma dizia que “mãe é mãe, mas vó é vó.” Ela não me deixou herança, mas me deixou um bem muito mais precioso. Que é a educação e a honestidade. Valeu velha…

Bem e aí? Quais são seus heróis?

David

About David

Sou apenas um Khara que busca seus objetivos com o tempo.