[Memory Khard] – Quadrinhos

 

[Memory Khard] – Quadrinhos

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Já falei aqui dos meus mangás favoritos e meus autores literários. O que falta agora? Pois é, falta falar do bom e velho quadrinho. Desenhos em sequência ou em banda desenhada é possível remontar aos tipos de registo Ilustrado utilizados pelo homem primitivo pré-histórico para representar, por meio de desenhos, as suas crenças e o mundo ao seu redor. Ao longo da história esse tipo de registo desenvolveu-se de várias formas, desde a escrita hieroglífica egípcia até às tapeçarias medievais, bem como aos códigos/histórias contidos numa única pintura. Era muito comum na década de 20 e 30 existirem tirinhas em páginas de jornal contando histórias curtas de até 5 quadros hoje ainda existe, mas sem muita frequência graças a evolução do papel e da tecnologia. Hoje temos tudo na palma de nossa mão sem precisar segurar em duas mãos para precisar ler qualquer coisa. Minha paixão pelos quadrinhos começou eu acho que como em toda criança, ao pegar algumas moedas e ir na banca de jornal, comprar a revistinha da Mônica, Mickey ou Homem Aranha. Depois de crescer nos conhecemos as edições definitivas. Que são contadas as histórias de super-heróis em um arco só, fazendo com que a HQ se tornasse um livro de luxo. Os quadrinhos que irei citar agora são os meus favoritos e que os guardo no meu armário.

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Vou falar aqui do “Amigo da Vizinhança”, Escalador de Paredes, o nosso querido Homem – Aranha tem seu espaço aqui na minha estante. Criado por Stan Lee e Stanley Ditko, teve sua primeira aparição em 1962. Um herói urbano que ganhou os poderes ao ser picado acidentalmente por uma aranha. Peter Parker tem que lidar com duas vidas a sua normal e sendo o herói que a cidade precisa ter. Comecei a ler Homem Aranha na época da revista Marvel Millenium, aonde na mesma revista tinha Aranha e X-men. Acompanhei durante uns dois anos, mas fiquei sem um tempo sem acompanhar e aí quando tentei voltar já tinha mudado muita coisa. A partir daí, comecei a acompanhar a historias antigas dele e as minhas preferidas estão numa edição especial chamada de os Clássicos do Homem Aranha, na qual tem para mim uma das melhores histórias que é a morte de Gwen Stacy, namorada de Peter Parker que para mim é o par ideal e não a Mary Jane. Além dessa história tem outras clássicas como uma luta contra o Dr. Octopus.

Ainda sobre ele. Um dia estava andando na rua, e ao entrar em um sebo me reparei a um quadrinho antigo do Homem Aranha. Comprei e comecei a ler e achei bem legal ter exemplar que tem algumas histórias com o Duende Verde, porém destaco aqui uma aparição do Hulk, fazendo uma ponta em uma história.

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Agora vamos falar de gente grande que para mim é uma das melhores HQ’s lançadas até hoje. Watchmen escrita por Alan Moore e ilustrada primorosamente por Dave Gibbons, teve doze edições lançadas mensalmente pela DC Comics entre 1986 e 1987. Considerada por muitos um marco na era dos quadrinhos por mostrar uma realidade no mundo dos heróis no nosso mundo real em que vivemos. A trama de Watchmen é situada nos EUA de 1985, um país no qual aventureiros fantasiados seriam realidade. O país estaria vivendo um momento delicado no contexto da Guerra Fria e em via de declarar uma guerra nuclear contra a União Soviética. A mesma trama mescla episódios vividos por um grupo de super-heróis do passado e do presente e os eventos que circundam o misterioso assassinato de um deles. Watchmen retrata os super-heróis como indivíduos verossímeis, que enfrentam problemas éticos e psicológicos, lutando contra neuroses e defeitos. Combinado com uma adaptação inovadora de técnicas cinematográficas, o uso frequente de simbolismo, diálogos em camadas e metalinguagem, influenciaram tanto o mundo do cinema quanto dos quadrinhos. Seus personagens são incríveis e cada um enfrenta um dilema, mesmo o próprio Dr.Manhattam que se auto intitula um deus, não sabe viver com a perfeição em mãos. Também no mesmo universo índico também os quadrinhos “Antes de Watchmen”. São várias histórias de cada um dos personagens escrito por vários autores renomados.

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Continuando no ambiente sombrio eu falo de Batman The Dark Knight Returns. A história se passa 10 anos após a aposentadoria do vigilante mascarado Batman. Os heróis no mundo estão extintos por lei e Superman, o último em atividade, é um agente secreto americano, uma arma usada em casos de guerra ou crise internacionais. Lutando contra uma gangue chamada de “Mutantes”, faz Bruce Wayne voltar a vestir o manto negro do herói das trevas. Representado por Frank Miller como um homem com vários traumas que o atormentam pelo seu passado. A volta de Batman faz com que seus demônios que tinham adormecidos voltarem como Coringa desperta quando assiste à volta do Cavaleiro das Trevas, sentindo-se motivado a retornar à ativa. Harvey Dent, o Duas Caras, parecia estar livre de seu lado psicopata, retoma a carreira do crime ao ver Batman em ação. O elo psicológico entre Batman e seus dois principais adversários é colocado à vista por Miller.

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Vou fazer aqui uma menção a dois caras que fizeram parte de fases da minha vida. Primeiro vou falar daquele que foi formador não só meu, mas de quase todas as crianças do Brasil que é Mauricio de Souza. Turma da Monica foi um dos meus primeiros quadrinhos a colecionar. Enquanto alguns iam para Mickey, Donald e etc. Eu ia na banca para comprar não só a revistinha, mas no final do mês comprar o almanaque gigante da Mônica que vinha com páginas para colorir além das histórias. Tem duas histórias da Mônica que não saem da minha cabeça. Primeira é uma quando a Mônica faz aniversário e ela e o Cebolinha se perdem numa ilha e começa a se viver um clima do filme Lagoa Azul que na parodia feita por Mauricio se chama de Canoa Azul. A minha segunda favorita se passa no parque onde a Turma estava fazendo aniversário e cada um dos personagens fazia um carro alegórico, para representar o seu espirito. Mauricio de Souza inovou fazendo a Turma da Monica Jovem. Que mostra eles crescidos e vivendo dilemas de adolescentes normais. Não curto muito porque para mim a Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali e meu favorito, Chico Bento, serão crianças eternas e não os vejo como adolescentes.

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TA NA HORA DO COMBO! Essa frase representou muito para mim na época em que só tínhamos internet discada e que as vezes só podíamos entrar aos finais de semana. Fabio Yabu, é o autor de Combo Rangers que nada mais é que uma sátira aos tokusatsus que assistíamos quando criança na Tv Manchete. Comecei a acompanhar o trabalho de Yabu no seu site aonde ele postava as histórias dos Combo Rangers toda a semana. E ele faz grandes sacadas geniais com situações do nosso cotidiano, como por exemplo. Um vilão que hipnotizava as pessoas com uma música do É o Tchan, um herói gaúcho que tinha como frase de efeito as gírias do Rio Grande do Sul e outras homenagens que não desrespeitam ninguém sempre tratando tudo com um bom humor. Na última Bienal do Livro, Yabu trouxe os Combo Rangers de volta, graças ao apoio de todos os fãs em uma edição de luxo bem legal, tenho honra de ter participado desse projeto e ter ficado feliz de ler novamente. Agora falta lançar o volume 2 Yabu, vamos lá que eu quero ver o Luke novamente em ação!

Bem fechando esse arco, eu pergunto quais os seus quadrinhos favoritos?

David

About David

Sou apenas um Khara que busca seus objetivos com o tempo.