[Memory Khard] Clássicos: Homem-aranha

Existe um embate histórico entre quem é melhor. Alguns são fãs da DC, conhecidos como DCnautas e outros são fãs da Marvel que são chamados de Marvete. Essa briga será eterna e quem ganha são os fãs de cada um, pois o que vale ali é o conteúdo desenvolvido na história.
Meu herói favorito é o Batman já enumerei aqui diversas vezes, em vários Memory Khards o porquê, de eu gostar desse Cavaleiro das Trevas. Só que dessa vez falarei do amigo da vizinhança, o cara do povo, o cara que é espelho para muitos nerds que consegue pegar uma ruiva e uma loira. Hora de falar de Homem Aranha!!!

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O Homem-Aranha é um dos super-heróis mais populares e mais bem-sucedidos comercialmente. Como personagem símbolo e mascote da Marvel já apareceu de inúmeras formas de mídia, incluindo em várias séries de televisão animadas, uma das mais bizarras foi uma versão tokusatsu, que na qual o nosso herói tinha um robô chamado Leopardon.
Nos quadrinhos mesmo, que é a sua origem, Peter um garoto de 15 anos que mora no bairro de Manhatam com seus Tios Ben é May, estava indo para um passeio escolar no laboratório do Dr. Curt Connors que estava fazendo experimentos com um raio radioativo. Em cima da máquina que estava produzindo o raio tinha uma aranha, ela desceu com sua teia e caiu no raio, o raio então, a contaminou. Peter estava logo embaixo e por acidente, ele foi picado pela aranha radioativa e ganhou as famosas habilidades do Aranha.
Com os poderes adquiridos, Peter viu ali a chance de ganhar um dinheiro para ajudar seus tios. Participou de uma luta livre, lutando contra o lutador e o venceu de forma tranquila. Depois ele foi receber o dinheiro, o encarregado de pagar os lutadores vitoriosos disse que ele tinha de assinar um contrato para mais três lutas e assim ganhar o tão sonhado dinheiro. Peter não quis assinar e foi embora. Um criminoso passou por ele correndo e ele, tendo a oportunidade de detê-lo, deixou-o escapar (tendo aquele sentimento de revanchismo alimentado, afinal o Aranha se sentiu enrolado pelo encarregado dos pagamentos). Quando saiu às ruas (já sem a máscara), viu várias viaturas da polícia lá estacionadas e um policial conta a ele que o seu tio que fora buscá-lo, foi baleado por um criminoso. Peter decide então ir atrás do bandido que tirou a vida do seu tio e então descobre que foi o criminoso que ele deixou escapar. Então, ele percebe que suas atitudes, têm consequências, muitas delas, irreversíveis. Peter então percebe que poderia ter evitado o assassinato de seu tio, se tivesse impedido o assalto minutos antes. Nesse sentimento de que “grandes poderes trazem grandes responsabilidades”, decide então se tornar o Homem Aranha.
Existem inúmeras historias versões, crossovers na qual o “Cabeça de Teia” participa, mas a minha favorita é a versão clássica. Por isso mesmo vou citar abaixo algumas histórias que para mim são as minhas favoritas.

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Vamos começar pelo quadrinho compilado que é: As histórias clássicas do Homem-Aranha Volume 1. Nesse quadrinho tem os maiores embates da época clássica do Homem-Aranha, que vemos lutas contra Duende Verde, Rhino e Rei do Crime. Mas a história mais legal desse compilado é a crise de identidade que Peter tem e que ele desiste de ser o Homem Aranha. Nesse momento ele percebe que Peter Parker, possuí mais responsabilidades que seu alter-ego. Sua vida de estudante não evolui, sua tia fica doente e perdendo chances de estar com a garota que gosta. Colocando isso na balança de sua consciência, Peter desiste de ser Homem Aranha e passa a ter uma vida normal. Até que por um tempo as coisas estão dando certo, mas a criminalidade da cidade aumenta e ao ajudar um senhor que estava sendo assaltado, Peter se lembra do seu próprio código de justiça que:

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“Não posso abandonar a identidade do Homem-Aranha, e nem deixar de usar esses poderes. Não importa o quanto seja difícil… ou tamanho do sacrifício pessoal… não posso permitir que os inocentes sejam feridos. Isso nunca vai acontecer. ”
Com esse diálogo consigo mesmo, Peter decide voltar a ser o Homem-Aranha e termina uma das histórias do quadrinho.

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O terceiro volume do compilado de grandes histórias do Homem-Aranha. Tem para mim aquela que é a melhor história escrita e desenhada que é A morte de Gwen Stacy.
Para começar, vamos falar do arco de histórias que o nosso herói tem contra o Dr. Octopus: são grandes lutas que realmente empolgam, mas que em uma delas temos uma perda bem significante, que é a morte do Capitão Stacy (Pai de Gwen), que morre ao tentar salvar um garoto. Carente de uma figura paterna desde o assassinato de seu Tio Ben, Peter descobriu no Capitão Stacy, um ombro amigo e modelo de conduta a se seguir. Mas com a morte trágica atingindo mais uma vez a vida de Peter, arrebatando seu mais fiel e confiável aliado. O pior, no entanto, estava por vir. Nos braços de Gwen, seu primeiro grande amor, Peter encontrou o refúgio de que precisava para suportar as dificuldades da sua vida tanto heroica como diária. A falta de dinheiro, a preocupação com sua Tia May e toda a pressão de ser o herói que o povo precisava.
O destino, porém, decidiu mais uma vez mais infernizar a vida do Aranha, agora pelas mãos do Duende Verde (seu pior inimigo). Que num ato vilanesco faz Gwen morrer nos braços de Petter, apois cair da ponte Golden Gate. Fica aqui embaixo a imagem que significa o amor entre Peter e Gwen e faz com que para mim seja a melhor história.

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Por isso que na adaptação do filme não focaram muito bem na história de amor entre Peter e Gwen.
Ok, está certo que o par dele é a Mary Jane, mas para mim Gwen Stacy foi a que mais marcou o período do quadrinho.
Eu não li Guerras Secretas, não acompanho agora que o Homem-Aranha é um negro nas novas histórias e li um pouco do reboot da série Millenium. Só que para mim os desenhos de John Romita e o roteiro de Stan Lee são a fase que eu mais curto do herói. Vai ver deve ser por ser passar na década de 70 e os três primeiros filmes feitos bebem muito dessa fonte.

Acho o Batman foda, mas o Aranha é do povão e é gente como a gente. Que tem que sacrificar na vida, tanto pessoal como no profissional ser mais de uma pessoa e ter que aguentar grandes responsabilidades faz da gente ser um herói também.

Texto David Ferreira
Revisão J. A. Zacharski

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Viva a aventura!

  • Jefferson dias

    Esses nomes de revista é muito loco