[Resenha] – Child of Light

ChildOfLight

    Antes de começarmos, pare um pouco. Respire fundo. Tente se lembrar de como era ser uma criança. Lembre-se de como tudo era simples. Agora assista ao vídeo abaixo e ouça com atenção.

                “Criança, deixe-me lhe contar uma história…” e é exatamente assim que começa a aventura de Aurora, uma princesa nascida na Áustria e que vivia muito feliz com seu pai, um grande Duque que ali governava. Sua mãe, uma duquesa desconhecida os havia deixado quando Aurora ainda era muito pequena. A história começa a mudar quando o pai de Aurora decide se casar novamente. Nesta mesma noite, ao dormir, o calor do corpo de Aurora foi-se embora. A menina então faleceu.

                Talvez o início dessa história não pareça muito auspicioso e confesso que não entendi muito bem. A personagem principal morrer no início, sendo ainda uma menininha, nem mesmo me parecia um bom conto de fadas. Mas então, eis que Aurora acorda em meio a uma floresta desconhecida. Ali, no reino de Lemúria, Aurora que nem mesmo sabia de sua condição, deveria encontrar seu caminho de volta.

                A aventura realmente tem tudo que um conto de fadas deve ter. Aurora encontra diversos amigos que lhe ajudam em sua jornada. Estes amigos porem, não são meros coadjuvantes. Cada um deles possui uma história especifica com seus próprios dilemas, medos e anseios. Entre esses, meu favorito é Robert, um rato ganancioso que deseja acima do dinheiro conquistar o coração de uma dama (uma ratinha claro).

Robert

                O maior companheiro de Aurora é o primeiro a se apresentar. Igniculus, um vaga-lume que alem de uma bela companhia, é quem apresenta aquele novo mundo a Aurora e ilumina literalmente seu caminho através das trevas.

                Apesar de  muito menos “dark”, Child of Light bebe da mesma fonte de um grande filme que traz a mesma temática. Já ouviram falar de O Labirinto do Fauno? Pois bem, até mesmo através do que já foi escrito, talvez tenha reconhecido certas semelhanças. Aurora primeiramente demora a acreditar que aquele mundo é real, aos poucos vai aprendendo e entendendo sua real missão e por fim, abraça aquele mundo como sendo o seu. Os perigos são muitos, mas sua alma é boa e alem de salvar sua própria vida, Aurora cresce por entender que outros dependem de sua força.

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                Outra referência que me veio a mente enquanto via esta aventura, foi o livro de RPG chamado Changeling – the Dreaming, que chegou ao Brasil como o título de Changeling – o Sonhar. No livro da White Wolf, os Changelings são seres com sangue de fadas que tentam sobreviver em nosso mundo que está preenchido por banalidade, ou seja, incredulidade de que fadas podem existir.

                Um grande amigo me pediu que escrevesse esta resenha, mas que eu encontrasse algumas falhas no jogo para falar. É claro que o jogo em si tem falhas, não é perfeito e está longe disso. O que para mim foi perfeito, foi a imersão que Lemúria me proporcionou. Por alguns instantes eu me senti realmente como uma criança. Como se o mundo fosse simples e como se eu realmente pudesse dormir enquanto ouvia aquela bela história.

                Com isso meus amigos, me despeço de todos e torço para que todos possam ter a experiência de ajudar Aurora e de viver a mágica de Lemúria.

Herbert PH

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